“As propostas agravam a situação econômica em meio a pandemia, aumentando o custo do crédito e a taxa de inadimplência e reduzindo os empréstimos”, disse Menezes, ex-diretor do Banco Central em entrevista. “Também somos contra o tabelamento de preços dos juros, pois isso prejudicaria a concorrência.”
Uma proposta estabelece teto de 20% ao ano para juros de cartões de crédito e cheque especial. O outro aumentaria a contribuição sobre os lucros bancários de 20% para 50%.
Atualmente, as linhas emergenciais de crédito têm taxas que variam de 150% a 300% ao ano, de acordo com dados do Banco Central. Se aprovada, a legislação deve atingir alguns dos principais bancos do Brasil, segundo Thiago Batista, analista do UBS.
“Calculamos impacto negativo de mais de 19% da receita líquida dos bancos que cobrimos. O Itaú seria o banco mais afetado, pois possui maior participação no mercado de cartões de crédito”, escreveu Batista em relatório. “A magnitude do impacto negativo dos limites máximos no cartão de crédito e no cheque especial é potencialmente significativa e teria um impacto negativo na concorrência e até na disponibilidade de crédito a longo prazo.”
Fonte: InfoMoney.