Uma pesquisa realizada pelo Centro de Estudos de Mercado de Capitais da Fipe (Cemec-Fipe) mostra que a pandemia de coronavírus aumentou o endividamento das empresas, subindo para 61,7% do PIB, o maior percentual da década.
Esse resultado também foi incentivado pelas linhas emergenciais de créditos disponibilizadas pelo Governo Federal para amenizar os efeitos da crise econômica.
Em 12 meses, a captação de recursos atingiu R$ 420,5 bilhões, uma alta de 28,3% na comparação com o acumulado de 2020. Desse total, mais de três quartos foram captados na forma de dívida. A desvalorização cambial também contribuiu para o resultado.
Confira a tabela de captações abaixo:
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Crédito
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2019
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2020
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12 meses até março/2021
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Crédito Direcionado BNDES
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6,631
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5,56
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Crédito Direcionado Outros
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118,063
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122,12
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Crédito Bancário - Recursos livres
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91,337
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186,462
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144,82
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Emissões (IPO - Follow On)
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34,081
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61,936
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72,23
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Mercado de capitais (títulos de dívida)
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180,001
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12,150
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72,31
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Mercado internacional
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3,50
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Total
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184,8
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327,8
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420,50
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Créditos pandemia
Os créditos emergenciais disponibilizados pelo Governo foi destinado, principalmente, para micro, pequenas e médias empresas.
Entre as medidas estão o Programa Emergencial de Acesso a Crédito (Peac), do BNDES, e o Programa Nacional de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Pronampe) .
Do total de R$ 272 bilhões de créditos bancários contratados em 12 meses até março, R$ 196 bilhões (72%) foram realizados pelas empresas de menor porte e R$ 77 bilhões com as maiores.
O Peac perdeu a validade em dezembro, já o Pronampe se tornou política permanente de crédito.
Inadimplência
Dados do Banco Central mostram que a inadimplência de pessoas jurídicas foi de 1,27% em abril, último dado disponível, ligeiro aumento sobre o fim de 2020, quando estava em 1,2%.
“A inadimplência deve manter alguma tendência positiva. Mas o impacto da crise foi muito limitado, menor do que esperávamos considerando as pressões de caixa nas companhias, por repactuação de dívidas e a expectativa, não confirmada, de queda do PIB e receita no primeiro trimestre de 2021", afirma Carlos Antonio Rocca, coordenador do Cemec-Fipe.
https://www.contabeis.com.br/noticias/47470/covid-19-divida-das-empresas-alcanca-61-7-do-pib/